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sábado, 30 de julho de 2011

Ansiedade Cristã

O Cristão e a Ansiedade por Culpa
Publicado em 10/09/08 às 13:43
 
A vez do Internauta Por Gedson Lidorio

Introdução

Escrevo este artigo pensando que a maior parte de seus leitores será de cristãos. Estes, quando procuram viver o evangelho, já previnem a ansiedade em muitos casos. No entanto, até mesmo crentes fiéis têm desenvolvido quadros intensos de ansiedade e mesmo depressão por causa da culpa que têm carregado. Nossa reação como teólogos, pastores e psicanalistas cristãos é de tentar diagnosticar algo que tem passado despercebido, apesar da fé que se exercita. O que pode estar acontecendo? Neste artigo não pretendo responder tudo, pois seria necessário um livro para adentrar mais no mesmo. Vou dar algumas pistas para que os leitores tenham consciência de que existem outros fatores a serem levados em conta.

Freud e o Cristianismo

O mais interessante da psicanálise é que chegou a mesma conclusão que a religião cristã, no que diz respeito ao que mais perturba a humanidade: o sentimento de culpa. Sem importar aqui como ambos - religião e psicanálise - explicam a gênese deste problema, o mais importante é que a ciência da alma diagnosticou acertadamente e é claro que não é o único sintoma da alma humana. Agora, a solução é que veio causar muita discordância entre os teólogos e psicanalistas. A religião cristã no mais básico e em seus princípios, exauridos de Cristo, lendo o seu sermão do monte ou outras partes de sua atuação e pregação (deixando de lado os dogmas posteriores dos diversos ramos do cristianismo), oferece, não uma série de penitências e castigos que deveriam ser oferecidos a Deus como pagamento pelo pecado, mas a simples aceitação gratuita do perdão, exigindo que o perdoado tenha realmente se arrependido e decidido lutar para não pecar mais. No entanto, oferece ajuda até para quem tem dificuldade no próprio arrependimento. Jesus disse a mulher pega em adultério “vai e não peques mais,” e seus irmãos religiosos desejavam matá-la apedrejada. A terapia de Jesus é de retirar a carga do oprimido e não colocar mais: “vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei; tomai sobre vós o meu jugo, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Esta terapia de Jesus é, portanto, de quem sofre com o sofredor, isto é, tem com-paixão, pois diz para tomarem seu jugo. Quando Jesus disse isto, é bem provável que estivesse passando uma junta de bois com a canga, ou jugo, unindo os dois. O boi mais velho e mais forte, sendo mais manso e obediente, era colocado com o mais novo e ainda rebelde, para que, na sua força, guiasse o mais novo. E Jesus está dizendo: “coloquem sobre vocês a minha canga e não a dos fariseus; a minha é leve e eu estarei com vocês guiando-os gentilmente e com amor e ternura. Esta é a natureza do meu perdão.”

Por mais que critiquem a psicanálise, vemos que ela tenta colocar a canga mais leve possível também. Ela não pode resolver o problema da culpa moral e espiritual, pois o homem precisa sentir-se perdoado pela sociedade, pelo próximo e por Deus, quando crê nEle. O perdão para o pecado somente conseguimos em Cristo Jesus e quando chega neste ponto a maior parte dos psicoterapeutas cristãos tendem a negar a moralidade, quer dizer, tentam convencer seus pacientes que pecado não é pecado. Durante algum tempo poderão estes pacientes viverem “felizes”, mas a própria sociedade cobrará caro as conseqüências deste tipo de vida. Mas existe o outro lado, as manifestações neuróticas do sentimento de culpa e todas as maneiras errôneas de lidar com ela, todas as desvirtuadas pregações sobre a mesma, fruto dos defeitos de nossa personalidade, podem e devem ser alvo de psicoterapia.

Portanto, caso você confie em Cristo, tem confessado seus pecados e ainda sente ansiedade e fica deprimido, talvez deva considerar outros problemas e deve começar por entender os vários tipos de culpa.

Os Vários Tipos de Culpa

Três principais tipos logo vêm em nossa mente: a imputada por terceiros, a real e a neurótica. Devemos citar rapidamente os primeiros tipos até chegarmos à neurótica, porque todas elas poderão desencadear a última.

I- Primeiro Tipo de Culpa: O Olhar do (abelhudo) Outro.

Um dos motivos de surgir em nós sentimentos de culpa é a denúncia ou calúnia que atinja nossa reputação. Coisa triste é o olhar do outro quando vem cheio de crítica, de vingança, de busca e de erros. Alguém já disse que quando um dedo está apontando para o próximo, existe outro (polegar) apontando para Deus, o verdadeiro juiz, e mais três apontando para nós mesmos. Sabemos que o princípio religioso e ético deixado por Cristo é importante e essencial: “não julgueis para não serdes julgados.” Do ponto de vista da ética, não existem meios de viver neste mundo sem julgar o outro, mas este julgamento ético de que falamos é aquele instinto natural de comparar o que o outro faz com o que eu faria ou com o que a maior parte das pessoas fariam. Por exemplo, se vejo alguém andando desnudo em plena avenida logo penso que não faria isto e de certa forma estou buscando dentro de mim mesmo os parâmetros para ver se é certo ou errado. Mas, quando Jesus falou que não deveríamos julgar uns aos outros, creio que estava dizendo que não deveríamos externalizar nosso conceito pessoal – o qual existe para mim mesmo - em palavras condenatórias contra o próximo. Durante quase cinco anos lecionando Ética em uma faculdade, no Recife, sempre gostava de repetir aos alunos cristãos: “Lembrem-se, quem acusa é o diabo (diabalos, acusador) e quem julga (condena) é Deus!”

Escravos do olhar dos outros.

Temer demasiadamente o olhar do outro já é um passo a um estado doentio da personalidade, pois vamos tolhendo nossa maneira de agir, nosso dia-a-dia; quando adolescentes deixamo-nos levar até mesmo a carreiras profissionais, isto é, tomamos rumos na vida por causa dos outros, com medo do que vão falar ou pensar de nós. Isto é escravidão. Quantas pessoas deixam de fazer tantas coisas que sabem ser lícitas porque têm medo do olhar dos outros? O maior exemplo na história de alguém que era liberto totalmente do olhar do outro estava em Jesus: o que precisava fazer fazia sem se importar com os que tomavam para si mesmos o escândalo que na verdade não existia na pessoa de Jesus. Tanto faz se estivesse com os nobres, ou bebendo um bom vinho junto a um pecador, ou deixando aproximar de si uma prostituta chorosa. Fazia sua obra sem temer o que iriam pensar as más mentes. Mas, porque conseguia fazer isto? Porque se baseava na convicção de seu caráter e não na possível transformação de sua reputação.

A reputação é o que os outros pensam de nós, mas o caráter que somos é através do caráter que vamos prestar espiritualmente contas do que precisar prestar e a quem de direito.

Estes seres nojentos que vigiam nossa reputação não podem ver a intenção que existe em nós; e a culpa, quando for necessário lidar com ela, quando realmente existe, está na dimensão de nossa intenção interna, pois se a reputação fala da falha que comentemos na qualidade de nosso viver, o caráter mostra para nós mesmos (porque quem nos conhece mais que nós mesmos é somente Deus) se de fato erramos ou não na intenção.

A libertação do olhar do outro.

Já será uma ação preventiva, pois, libertar-se do olhar do outro, pelo menos fazendo o seguinte:
1. Viva a vida com ternura; primeiro para com você mesmo, depois com o próximo.
2. Procure agir com convicção, se for preciso reconsidere sua vida e refaça seus princípios, mas aja com convicção, sem trair a Cristo e a si mesmo, tomando cuidado para não possuir uma intenção diferente do que acha correto.
3. Baseado em seu caráter, siga o melhor caminho, o de maior prazer, desde que seja equilibrado com a responsabilidade pessoal e perante a sociedade.
4. Não se preocupe com a reputação mais do que com seu caráter. Você não poderá amarrar a boca mentirosa dos outros, nem vendar seus olhos nojentos. Preocupe com seu caráter, com o que você realmente é.
5. Saiba que agindo corretamente com a consciência, nem sempre terá a mesma oportunidade financeira, de poder e status como os politiqueiros hipócritas e hienas sórdidas da vida. Mas terá muito mais riqueza moral e espiritual, pois melhor é SER que TER.
6. Dentro do mapa do que é lícito para você mesmo, em tua vida de oração e leitura da Palavra de Deus, dentro de sua consciência, aproveite a vida e siga o caminho que desejar, buscando o que é mais nobre que for possível.
7. Quando se visualizar andando pela vida, veja você mesmo olhando alvo à frente e não olhando aos que estão ao lado. Quando Pedro tirou os olhos de Jesus e notou o vento, afundou. Seja como o leão no zoológico que, mesmo tendo centenas de pessoas olhando para ele, não está nem aí, nunca perdeu sua majestade. E você pode ir mais avante ainda: mesmo tendo naturalmente que aceitar certas limitações que a vida nos impõe, tem seu espírito livre, você pertence a você mesmo, perante os homens olhando de forma natural, mas pertence a Cristo, olhando do aspecto transcendental.
8. Procure ter boa reputação, claro! Mas ande olhando o horizonte e o caminho traçado por seu caráter e sua intenção, que deve ser boa, obviamente. Não ande olhando a reputação que ficou lá atrás; olhar a reputação é olhar para trás, é retroceder, é ver as hienas se digladiando sobre a capa que já revestiu você ontem, mas não podem alcançar a que reveste você hoje. E mesmo que retirassem todas as capas, deixando-o nu não enxergam além de sua pele, isto é, não podem alcançar nem destruir o que você é de fato.

II- Segundo Tipo de Culpa: Relacionada Com o Princípio Direcionador.

Por outro lado, existe ainda o segundo tipo de culpa, que acontece em nós porque temos um princípio direcionador em nossas consciências. Este princípio, que foi chamado por Freud de Super Ego, pode errar, inclusive, ser enganado por nós mesmos. Somos falhos como seres humanos e nem sempre o que pensamos ser culpa real é mesmo. E às vezes tentamos racionalizar e nos convencer que uma culpa real não o é. Isto acontece porque temos necessidades que se manifestam nos mais diferentes desejos e o ego tenta resolver o problema, como uma mãe que tenta fazer a criança parar de chorar e serviria fazer uso de qualquer coisa se não fosse o sentido de direcionamento. Não pode dar a mamadeira velha, pode fazer mal ao chorãozinho impaciente. Mas, em um impulso de raiva a mamadeira velha é dada, logo em seguida vem o sentimento de culpa. Na verdade este sentimento é natural em nós, desta forma, e é como uma luz vermelha de um alarme que começa a piscar, às vezes, tão longe que quase não notamos, ou somente nosso inconsciente pontua, e muitas vezes tão perto e em alto grau que quase nos mata de temor.

O problema maior com a culpa é não ser enfrentada e resolvida. Aquela que foi abafada lá no nosso interior mais oculto pode assim mesmo continuar a piscar teimosamente. Nossa dinâmica interna poderá tentar resolver de forma instintual, desabafando o problema em uma ação, por exemplo, digamos, lavar as mãos toda vez que um brilhozinho da luz apareça lá no fundo. Depois de algum tempo estaremos lavando as mãos compulsoriamente, sem motivo aparente, e seremos diagnosticados como portadores de um transtorno obsessivo compulsivo. Houve uma compensação e transferência. É melhor enfrentar. A psicoterapia irá guiar o paciente a descobrir estas luzes de forma consciente e enfrentar seus monstros!

Outra forma de não enfrentar uma culpa bem consciente é racionalizar tanto que chegamos num momento que provamos para nós mesmos que H2O é pedra. Então, depois de anos descobrimos que bebemos brita. Também não dá. É melhor enfrentar.

Quando resolvemos enfrentar a coisa se complica um pouco para descomplicar tudo depois. Ossos do ofício, fazer a ferida doer mais para sarar. Vamos analisar os fatos à luz do sentido de direcionamento moral que nos foi dado na educação que tivemos; mas, e uma pessoa criada entre metralhadoras e pacotinhos de maconha? Temos de rever até o tal do sentido de direcionamento. Para isto precisamos de uma base onde projetar o Super Ego para ver se está dando mancada ou não. Para o cristão eu diria que os ensinos puros de Jesus, não a teologia em si depois e os dogmas feitos pelos homens no passar dos séculos, contém a base para tudo. Vamos então colocar o próprio Super Ego em teste, numa espécie de ajuste, calibrando seus parâmetros. Depois analisemos o que nos é cobrado demais pelos outros, fazendo o desconto; e o que é cobrado demais ou de menos por nós mesmos, fazendo também os descontos. Agora, com uma imagem mais nítida do que é o correto, enfrentemos o tribunal de nossa consciência: errei ou não? Tá bom, errei, devo confessar a Cristo, com real sentimento de arrependimento e humildade e pronto. Muito bem, muitos que confessam com sinceridade a Cristo continuam achando que não foram perdoados, talvez por não perdoarem a si mesmos ou, e é mais comum, por não terem fé de fato de que Deus cumpre Sua promessa de perdão.

Em seguida, aliviado, devo analisar tudo e ver as conseqüências e se preparar para enfrentá-las em paz, corrigir o alvo e assim fica mais fácil, pois, quem sabe, eu estava errado até no alvo?

Também terei de enfrentar o outro que foi prejudicado e sabe disto. Se não sabe, não precisa saber de nada, confesso somente a Deus e pronto. Se souber, precisa ter corrigida sua imagem sobre mim através de minha confissão: errei nisto com você, mas não penso mais assim ou não ajo mais assim. Não importa nadica de nada se o outro perdoa a você ou não, você estará em paz consigo mesmo. Não importa também o que o tribunal juridicamente, se for o caso, resolver, perante as leis do país, se for algo criminoso. Por exemplo: Você bebeu muito e atropelou uma pessoa. Depois de se arrepender de fato, de perdoar a si mesmo, de corrigir o rumo de sua vida na intenção de não beber mais antes de dirigir e até depois de procurar a família e dizer que sente muito, assim já estando em paz consigo mesmo, se assim mesmo a família inicia um processo, então enfrente tudo com a consciência tranqüila de que já não tem a culpa moral e espiritual, apesar de ter a culpa legal, ou para a justiça.

Acredito que algumas pessoas poderão estar condenadas a poucos ou muitos anos de prisão, e acabaram por se interessarem em ler este livrinho: o fato de termos boa consciência e nos sentirmos perdoados e em paz conosco mesmos não garante nossa liberdade física, somente a liberdade do espírito. Pode crer, esta última é mais importante, é a que nos faz viver de verdade.

Muitas conseqüências, além do aprisionamento, podem cair sobre a pessoa: divórcio, filho ausente, perda de emprego ou função numa empresa, salário menor, não formar-se ou não conseguir autorização de um conselho regional para exercermos qualquer profissão, por exemplo. Tudo isto são forças contra as quais não podemos lutar, assim como não podemos dizer a um câncer que vá embora, a um infarto que volte atrás. Mas podemos ter a paz de olhar em frente, seguir nossos alvos assim mesmo, olhar o horizonte, ver o caminho traçado por nosso caráter e seguir em frente, sempre em frente, vivendo o máximo que podemos em todas as épocas de nossa vida.

Alguém poderia perguntar como fica o que não crê em Deus. Do ponto de vista da psicanálise esta pessoa deveria sentir-se satisfeita em perdoar a si mesma e ter o perdão da sociedade ou do próximo, quando for o caso, isto é, se for do conhecimento de terceiros. Já o teólogo cristão, tomando uma media do pensamento teológico mais equilibradamente, diria que tal pessoa poderá sentir-se bem consigo mesma e a sociedade quanto aos atos errados praticados e devidamente resolvidos como anteriormente escrevi, mas que teria um sentimento de vazio, não a respeito dos atos externos praticados e sim quanto a sua própria natureza que sentirá paz interna somente quando o perdão geral à humanidade, adquirido na cruz, for aceito por tal indivíduo e aplicado a si.


III- Terceiro Tipo: a Culpa Neurótica.

Agora deu para entender porque deixar esta parte por último; de certa forma já falei de algumas anomalias no assunto culpa. A culpa neurótica, em primeiro lugar, é a que não existe e assim mesmo é cobrada por nós mesmos, atuando muito contra nossa auto-estima e atrapalhando nossa vida no dia-a-dia. O fato de não existir e assim mesmo ser cobrada, não significa que seja apenas de nossa invenção. Pode muito bem ser a culpa imputada por terceiros, pode ser resultado da existência anterior de uma culpa real, exercício de nosso julgamento próprio. O que mais caracteriza a neurótica, no entanto, não é o fato de existir ou não algum fundamento, mas o de tornar-se uma obsessão, fora dos padrões normais de auto-cobranca, tanto quanto à qualidade desta cobrança quanto à quantidade de tempo que perdura.

É muito comum as pessoas que são perfeccionistas, se cobrarem muito. Estão sempre aquém de seu alvo de perfeição. Todas as desculpas, todas as orações, tudo que se faça não retira a culpa e geralmente acaba por nortear a vida de forma triste. Autocomiseração, auto-estima baixa, vontade de castigar a si mesmo, até de suicidar-se, tudo isto pode ser conseqüência da culpa neurótica. O melhor é buscar ajuda de um profissional e analisar o todo de sua vida, refazendo sua historia e revendo os passos onde foi se formando este tipo de atitude que acabou por ser tão dominante em sua vida.

Ás vezes lidamos com uma culpa real por muito tempo e sabemos que verdadeiramente erramos e, se não procuramos um meio de nos sentirmos perdoados, essa culpa persistirá. Ela não é neurótica por isto. Mas talvez comecemos a nos culpar, a partir dela, de forma muito fora do normal. Por exemplo, se demos uma má resposta a alguém, nos culpamos como se o tivesse matado e isto é um problema de personalidade que deve ser tratado. Por outro lado, por exemplo, digamos que fizemos algo errado e ninguém sabe, somente eu e Deus. Então me corrijo e peço perdão a Deus, até mesmo fazendo o possível para corrigir o erro, se prejudicou a terceiros. Deveria cessar ali o sentimento de culpa. Se o sentimento persiste, mesmo assim, ele já não é mais real, mesmo tendo uma base real.

Temor da conseqüência e culpa são duas coisas diferentes.

Pode ser que você já tenha se perdoado e, melhor, tenha aceitado o perdão de Deus em Cristo Jesus e tenha um novo propósito na vida. Não sente culpa real nem irreal. Já fez as pazes com Deus e com o próximo; já restituiu ou iniciou a restituição, se não pode ser feita logo. Deveria estar em paz consigo mesmo, mas não consegue paz total. Pode ser que você esteja com o natural temor do castigo ou da sanção da justiça.

Se este temor é de ser castigado por Deus, então não tem conhecido o caráter bondoso e perdoador de Deus. Lembremos que Jesus disse: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia.” Mas, se o temor é de ser condenado na justiça comum, troque o temor pela luta honesta em tentar usar tudo que a lei possibilitar para ajudar-se e depois de tendo feito tudo, descanse, pois a conseqüência que tiver ainda, que não pode ser evitada, é como uma doença que chegou. De cabeça erguida enfrente a situação e viva.

Se estiver com medo de alguma enfermidade, faça os exames, enfrente e depois viva em paz.

Se estiver com medo dos homens e sua injustiça, se vê que não há misericórdia, lembre que é assim com a maior parte, nas mãos dos criminosos, dos falsos moralistas, dos corruptos e é algo que existe no mundo real, não podemos deixar de sofrer suas conseqüências, mas podemos, dentro do que for possível a nós e nossa consciência, lutar para atenuar estas conseqüências e nos engajar no alvo de lutar contra esta corrupção de alguma maneira, fazendo uma pequenina parte, seja qual for que consigamos fazer.

Se acha que será reincidente, não tendo forças para sair do tráfico, da promiscuidade ou da corrupção de colarinho branco, sabendo que assim não se livrará da culpa também, procure ajuda; olhe ao seu lado, sempre há onde buscar ajuda, nós é que não vemos; sempre há portas abertas, sempre há uma esperança!

Quanto a persistir a culpa neurótica, caso você, enfim, não pode mesmo procurar psicoterapia, então faça pelo menos o seguinte:

1. Tome conta de que há fatores reais e outros não reais no aspecto da culpa.
2. Procure seguir os passos que foram sugeridos nos outros dois tipos de culpa.
3. Separe o sentimento de culpa do temor da conseqüência, são duas coisas diferentes. Dê nome aos bois, escreva.
4. Se possível tenha um diário onde escreva o que é e não é real para você. E releia sempre.
5. Escreva seus sonhos e depois de algum tempo tente relê-los e analisar o que tem ali de comum, que pode ajudar na visão do todo de sua vida.
6. Se você chegou até aqui é porque gosta de ler; compre outros livros, leia, mas , principalmente leia a Palavra de Deus e ore, fale com Ele.

Mas lembre-se:

A- O tratamento da culpa real é a busca do perdão.
B- O tratamento da culpa imputada por outros é a libertação do olhar do outro.
C- O tratamento da culpa neurótica é a psicoterapia.

Finalmente, há casos muito sérios que não podem ficar sem tratamento científico, pois penalizaria o paciente a um inferno em vida, mesmo se é um cristão. Vou dar o exemplo de um portador de TOC, transtorno obsessivo compulsivo, mas lembre-se, você não pode diagnosticar-se, pois é o conjunto de vários sintomas que irá determinar se é TOC mesmo ou não:

Todos os seres humanos têm pensamentos que chamamos de “automáticos”, e sempre repetimos nas Igrejas aquele caso de não evitar que um passarinho voe sobre nossas cabeças, mas podermos evitar que faça nela um ninho. Mas precisa se preocupar quando existem pensamentos ou idéias, dúvidas, impulsos, imagens, cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada e você faz ou não rituais destinados a neutralizá-los e realmente os considera como intrusivos, inapropriados ou estranhos por você em algum momento,e causam desconforto que atrapalham sua paz e seu dia-a-dia. Você tenta resistir a eles, ignorá-los ou suprimi-los com ações ou com outros pensamentos, reconhecendo-os, no entanto, como produtos de sua mente e não como originados de fora e que não são simplesmente medos exagerados relacionados com problemas reais. Mas existem ainda as compulsões, que são comportamentos repetitivos (p.ex.lavar as mãos, fazer verificações), ou atos mentais (orar repetidamente por simples impulso e não por piedade,contar, repetir palavras ou frases) que você é levado a executar por causa de regras que devem ser seguidas rigidamente, segundo você imagina. Normalmente existe o pensamento de que é culpa sua que seu pai, mãe, filho, vizinho ou você mesmo sofra algo por não ter cumprido seu ritual, fugindo de uma simples superstição para sentimento de culpa horrível.

Então precisa procurar um profissional, pois descobrirá o quanto será bom saber controlar tudo isto, minorar o máximo possível até o ponto de voltar a ter vida normal.

Felicidades, em Cristo Jesus.



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Combatendo a Ansiedade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gedson Lidório   
Ter, 01 de Dezembro de 2009 11:21
O objetivo principal deste artigo é dar algumas sugestões aos conselheiros religiosos, especialmente dentro das diversas áreas do Cristianismo, a respeito da ansiedade de seus consulentes. Para o conselheiro cristão é certo que as enfermidades psíquicas, bem como outras formas de imperfeição humana, provem da Queda e podem, em si, levar a atitudes negativas e pecaminosas em um segundo momento, mas não podemos negar a necessidade de tratar as enfermidades psíquicas fora dos parâmetros religiosos. E que há grande diferença entre aconselhamento religioso e psicológico, entre “poimênica” e psicoterapia, entre o gabinete ou visitas pastorais e o consultório. Antes de estudar psicanálise já era pastor e conselheiro espiritual durante vinte anos. Neste tempo e no que antecedeu, em meu estudo acadêmico de teologia pude perceber como os pastores não estão preparados, no geral, para discernirem entre continuar atuando como conselheiros e encaminharem os consulentes a profissionais adequados para tratamento. Estes profissionais são o médico clínico, o psiquiatra, o psicólogo e psicanalista. Poderá haver desdobramentos na terapia que já seria encargo destes profissionais o encaminhamento, como a massoterapia, ludo terapia, ergoterapia e assim por diante.
Infelizmente nossos conselheiros cristãos, no Brasil, não estão levando o aconselhamento a sério, em sua maior parte. Somente por dar uma olhadela nos livros que são editados desde as primeiras décadas do século passado nos EUA e na Europa, com assuntos relacionados ao aconselhamento religioso, notamos que naqueles países levava-se a sério este tipo de trabalho, existindo há muito uma ênfase profunda na formação do pastor ou do conselheiro religioso. Em vários países, da Europa, por exemplo, um pastor não faria o curso sem antes ter uma formação acadêmica em outra área. A formação de conselheiros não pastores geralmente é em cursos de pós-graduação, quer dizer, para pessoas que já possuem graduação acadêmica em alguma área.
Não são poucos os conselheiros, inclusive pastores, que reprimem e ajudam a formar mais sintomas da ansiedade e de outros transtornos por ignorarem a existência e abrangência dos mesmos; pode haver casos em que a política no meio cristão leva pastores e conselheiros a omitirem opiniões valorosas; assim muitos cristãos se esforçam para sair do quadro de ansiedade sem, no entanto, resolver a questão. Da repressão surge a angústia que é interpretada organicamente.
Tais conselheiros não sabem ouvir, usam técnicas diretivas e impõem suas opiniões, sem até mesmo dispor de tempo que não deve ser “desperdiçado” ouvindo. Quando ouvem não prestam atenção numa ação de desvalorização da vida. Quando prestam atenção traçam caminhos a serem palmilhados sem a participação do consulente. Quão perigosa é tal posição. A arte de ouvir de fato deve ser perseguida exaustivamente, pois será de grande investimento na construção de uma vida íntegra e, sobretudo de uma liderança íntegra.


Dou a seguir um resumo do que acho ser o mínimo que um conselheiro religioso deveria saber sobre a ansiedade, que poderá servir como pontapé inicial para um estudo mais profundo na área com o objetivo de discernir melhor e ter mais convicção ao falar ao consulente que precisa de ajuda extra-religiosa.
Todo ser humano naturalmente apresenta estados de ansiedade, fazendo parte de nossas reações emocionais, agindo tanto psíquica quanto fisiologicamente. Por exemplo, quem não sentiu aquele “frio na barriga”, ficou suando, andando de um lado para outro, pigarreando antes de uma entrevista para emprego, de uma prova importante, como a do vestibular, antes do primeiro encontro com o/a candidato/a a namorado/a? Mesmo que em casos assim vem aquela vontade de não ir em frente, a própria ansiedade, agindo de forma natural, nos leva à ação: será o que ele/ela vai dizer? Será que nota consigo tirar?
Por outro lado devemos acrescentar que existem pessoas naturalmente mais ansiosas e este episódio é denominado de “traço de ansiedade”, referindo-se “a diferenças individuais relativamente estáveis na propensão à ansiedade (Andrade e Gorenstein[1]); e outras que são ansiosas em alguns momentos da vida, conhecido este fator como “estado de ansiedade”, “um estado emocional transitório ou condição do organismo humano que é caracterizada por sentimentos desagradáveis de tensão e apreensão” (...) “A concepção dualística de ansiedade como traço e estado foi proposta primeiramente por Cattell e Scheier (1961[2]) e é a base do Inventário de Ansiedade Traço-Estado de Spielberger et al. (1970)[3]. A distinção entre ansiedade traço e ansiedade estado pode ser feita tanto em normais como em pacientes. (Andrade e Gorenstein).
Quando, então, devemos buscar ajuda por causa da ansiedade? Normalmente iremos pensar que devemos cuidar apenas dos casos graves, mas não é bem assim. Muitas vezes encontramos pessoas que convivem com um estado emocional, não apenas ansiedade, mas depressão, fobias e vários aspectos do estresse da vida de cada dia, de forma mais leve, e não imaginam que poderia ser melhor. O caso não é grave, mas incomoda, deve ser tratado. É como se uma pessoa tivesse que andar com uma cesta, com tampa bem travada e uma cobra dentro. Não é tão preocupante, a cobra não pode sair, mas é desagradável, seria melhor não carregar isto! A ansiedade “passa a ser patológica quando é desproporcional à situação que a desencadeia, ou quando não existe um objeto específico ao qual se direcione (Andrade e Gorenstein)”.
Normalmente existe a tendência de sofrer transtornos assim e não pensar que se deve procurar ajuda; apenas quando o caso fica extremo, interferindo de forma maior no cotidiano, é que somos despertados; mas assim mesmo existe muita relutância entre a conscientização da existência do transtorno e a busca de ajuda. Os transtornos(se é transtorno é patológico, nota do autor) de ansiedade estão entre os psiquiátricos mais freqüentes na população geral(...) estão entre os mais comuns, podendo ser encontrados em qualquer pessoa em determinados períodos de sua existência (Andrade et al., 1998)[4]. Lembre-se que estamos tratando aqui, neste parágrafo, da ansiedade patológica, quando não é normal no indivíduo, portanto precisa-se de tratamento.
Antes de ir avante, gostaria de acrescentar, sobre estados não graves, de qualquer transtorno psíquico ou físico que vale a pena uma consulta. Nos casos emocionais, principalmente, preferimos procurar ler um livro de auto-ajuda que nos esforçar para ir a um médico ou psicoterapeuta. O livro pode ser bom (nesta área podemos citar os de Augusto Cury), mas não substitui a consulta. Muitas vezes uma sessão ou duas é o bastante, nestes casos leves, para uma orientação geral que poderá ajudar a pessoa a se reestruturar em atitudes do dia-a-dia. E se o caso é mais grave e não sabíamos, como ficaremos agradecidos por tal ajuda.
Jesus sabe o quanto é importante prevenir a ansiedade. Já notou o leitor que, depois de João 3:16, talvez um dos versículos mais citados seja aquele em que Jesus combate a ansiedade? A Bíblia, portanto, nos ensina que devemos evitar toda ansiedade e como evitar os casos em que ela está relacionada com o foco errado do potencial da fé, o uso do tempo, prioridades, assuntos do caráter e assim por diante. Lemos, na versão de Almeida, em Mateus 6:25, Jesus ensinando a vida de simplicidade: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?”; ou nos ensinando a fugir do desespero da impotência, em 6:27: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” e em Lucas 12:26: “Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras?”; ou salientando a onipotência e a previdência divinas, em Mateus6:28:  “E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam”. Já Paulo revela uma maneira de, pela verbalização, fugir da ansiedade, neste caso falando com Deus:  “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”, em Filipenses 4:6.
No Antigo Testamento achamos modelos de atitudes devocionais que combatiam a ansiedade e outros males da alma. Davi reconhecendo ser Deus o seu refúgio, colocava para fora tudo que o incomodava, sua tristeza e angústia gritando ‘Até quando encherei de cuidados a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando o meu inimigo se exaltará sobre mim? Tem compaixão de mim, ó Senhor, porque estou angustiado; consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.  Os laços da morte me cercaram; as angústias do Seol se apoderaram de mim; sofri tribulação e tristeza’. Terminava o salmo, normalmente, já alegre e cheio de esperança. Os passos são claros: reconhecia a presença e amor de Deus. Expressava de maneira clara a angústia em seu coração, suas emoções. Cantava e orava reafirmando a força do Senhor sobre seus males. Alegrava-se na presença dEle, como no Salmo 13 quando diz que “Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem”.
O pastor aborda às vezes sacerdotal-confessionalmente, isto é, permissivamente e às vezes de forma profética e de confronto, isto é, diretivamente, mas buscará, em minha opinião, agir o máximo possível de forma interativa, isto é, pastoral-conversacional.  Faço aqui uma comparação com a psicanálise em Freud. Nela, o psicoterapeuta ajuda a pessoa a descobrir uma luz dentro de si mesma, insight, que antes estava oculta, esta luz é a revelação de conteúdos do inconsciente; ele apenas ajuda a pessoa nesta caminhada. Ora, o conselheiro cristão também deve ser, normalmente, apenas um preceptor, ou um pedagogo, que ajuda no caminhar o ser que procura uma luz superior, que, afinal, brilhará dentro dele mesmo, pois é somente aceitando em si mesmo a direção mostrada que o consulente enfim terá verdadeira paz.

Voltando ao estado patológico da ansiedade, este pode desencadear conseqüências que normalmente o leigo não discerne, por exemplo, Andrade e Gorenstein citam Aubrey Lewis (1979)[5], após uma longa revisão sobre a origem e o significado da palavra ansiedade, listando as seguintes características:
1. é um estado emocional, com a experiência subjetiva de medo ou outra emoção relacionada, como terror, horror, alarme, pânico;
2. a emoção é desagradável, podendo ser uma sensação de morte ou colapso iminente;
3. é direcionada em relação ao futuro. Está implícita a sensação de um perigo iminente. Não há um risco real, ou se houver, a emoção é desproporcionalmente mais intensa;
4. há desconforto corporal subjetivo durante o estado de ansiedade. Sensação de aperto no peito, na garganta, dificuldade para respirar, fraqueza nas pernas e outras sensações subjetivas.
Além disso, Lewis (1979) salienta que existem manifestações corporais involuntárias, como secura da boca, sudorese, arrepios, tremor, vômitos, palpitação, dores abdominais e outras alterações biológicas e bioquímicas detectáveis por métodos apropriados de investigação. Esse mesmo autor lista alguns outros atributos que podem ser incluídos na descrição da ansiedade.
 
 
Aquelas autoras enfatizam também que uma das dificuldades mais comumente encontradas na avaliação da ansiedade está na superposição desta com sintomas depressivos. Relacionam a ansiedade com os afetos, em uma das escalas de avaliação da ansiedade. Segundo elas afeto negativo representa o quanto uma pessoa pode sentir-se constrangida, desconfortável e insatisfeita ao invés de sentir-se bem. Congrega vários estados aversivos como constrangimento, raiva, culpa, medo, tristeza, desdém, desgosto e preocupação. Estar calmo e relaxado representa ausência de afeto negativo. Afeto positivo representa o quanto uma pessoa sente entusiasmo, energia e prazer pela vida. A ausência de afeto positivo pode ser representada por sintomas como perda de energia e prazer, apatia, cansaço e desesperança. A depressão pode ser discriminada da ansiedade pela presença de anedonia ou ausência de afeto positivo. O afeto negativo estaria presente nos dois construtos, portanto inespecífico, o que explicaria a alta correlação encontrada. 
O conselheiro e o medo de remédios
As pessoas que procuram aconselhamento e precisam ser encaminhadas para psicoterapia não estariam no gabinete do conselheiro religioso se soubesse e/ou aceitasse tal fato, quer dizer, que precisam procurar um psicoterapeuta. Por ser o conselheiro religioso um amigo, membro da mesma comunidade religiosa, que faz um trabalho já conhecido, fica mais fácil vencer a resistência, o que não acontece sempre quando se pensa em ir a um consultório de um psicólogo ou psicanalista. Com relação a se consultar com um psiquiatra é muitíssimo mais difícil. Primeiro que existe aquele tabu de que Psiquiatra é médico de doidos e em segundo lugar, existe o medo dos remédios, de dependência e outros problemas. No entanto quem está apto a saber se uma pessoa irá ou não utilizar fármacos é o médico; o Dr. Isaac Efraim, citado nas principais revistas de nosso país, esclarece muito bem sobre a utilização de fármacos no site http://www.ansiedade.com.br/ansiedade/tratar.htm onde mostra a diferença entre os ansiolíticos, os antidepressivos e os tranqüilizantes.
Finalizando, seja aconselhando o consulente a se adaptar à ansiedade normal, seja buscando o encaminhamento para um psicoterapeuta ou psiquiatra, este trabalho deverá ser feito com amor, com desprendimento, com renúncias, com respeito pelos consulentes e pelos profissionais de cada área. Dependerá de termos, portanto, um caráter trabalhado por Cristo, que nos levará a dar valor ao outro, a buscarmos sermos eficazes em nossas funções; adentremos, portanto, as câmaras ainda mais profundas onde as labaredas do santo fogo de Deus são propícias ao trabalho do ourives; sim, prossigamos para o tratamento mais específico de nosso coração, pois é nesta oficina mais recôndita que é forjado nosso novo caráter.
 

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